Última temporada popular de 2017 da manutenção do Coletivo Trippé foi marcada por afetividade

Texto: Karen Lima | Foto: Aldren Lincoln
O Coletivo Trippé continua suas atividades da manutenção “Trippé Enraizando”, apresentada pelo Governo da Bahia através do Edital de Apoio a Grupos e Coletivos Culturais do Fundo de Cultura da Bahia. Com temporada popular do espetáculo de dança “Janelas para Navegar Mundos”, no último sábado (25), foi possível mais uma vez articular públicos e mediações no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA).
Foram realizadas duas apresentações do espetáculo “Janelas para Navegar Mundos”, às 16h e às 19h. Em parceria com o Coletivo Trippé, os idosos da Casa Lar São Vicente de Paulo de Juazeiro (BA), puderam assistir à primeira sessão do espetáculo. Para Dona Raimunda Souza, de 74 anos, a experiência foi marcante. “Gostei muito, me senti muito feliz com o cuidado do grupo, com as brincadeiras dos artistas. Não me lembro de ter ido outra vez para o teatro”, ressaltou com alegria.
De acordo com a técnica de enfermagem do abrigo, Livani Araújo Campos, é muito importante este tipo de atividade. “É sempre bom ter essas saídas, porque a mente deles se desenvolve e eles ficam mais dispostos. Desde que eu trabalho aqui, há três anos, essa é a primeira vez que vejo eles visitando um teatro”, afirmou.
O público geral também se fez presente nas apresentações do espetáculo. Segundo a jornalista Dayane Késia Alves, os bailarinos demonstram muitos sentimentos em cena. “Eu fiquei bem tocada, principalmente, porque existe muita expressividade no corpo, nos olhares, na expressão do rosto. Muito bonito, emocionante e muito importante até para nossa formação, para os nossos olhares”, comentou.
Em seguida, artistas de diversos coletivos da região, que participaram do 6º Tricotando, integraram o diálogo “Criação Colaborativacom o professor da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Lucas Valentim. Durante a conversa, foi discutida a importância do encontro, a dificuldade e a potência de estar junto. “O Tricotando em si já trás, desde sua concepção, essa perspectiva de encontro. Então, essa discussão, culminou uma perspectiva do próprio projeto, essa ideia de tricotar é poder trocar essas experiências”, disse Lucas.  A atividade é um dos desdobramentos das temporadas da manutenção e ainda deve cuminar em um texto publicado em breve.


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